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Gravação multicanal via REAC
Configurando os discos para melhor desempenho e confiabilidade Dispondo-se de dois ou mais HDs exclusivos para os dados de áudio, é possível configurá-los de maneira que se possa obter melhor desempenho e/ou confiabilidade.
O arranjo de dois ou mais discos para armazenamento simultâneo dos mesmos dados é conhecido genericamente pela sigla RAID (Redundant Array of Independent Disks). Algumas destas configurações podem ser efetuadas de maneira relativamente simples, no próprio Windows. Vejamos como fazê-las.
Clique com o botão direito no ícone “Meu Computador”, escolha a opção “Gerenciar” e em seguida a opção “Gerenciamento de disco”. Aparecerá então o quadro ilustrado na Fig.2.

Figura 2 – Configuração do modo de operação dos discos rígidos
Disco básico: Este é o tipo de configuração mais usado em sistemas domésticos. Os arquivos são armazenados no espaço disponível do disco ou em outras partes físicas do mesmo disco configuradas como “partições lógicas”. Por exemplo, um único HD particionado em unidades “C:” (onde estão o Windows e os softwares) e “D:” (onde estão os arquivos de dados). É o caso do disco 0, ilustrado na Fig. 2.
Disco dinâmico: Nesta configuração, a unidade de armazenamento (ou volume) não está limitada fisicamente a um mesmo disco e nem a áreas contíguas, de maneira que o conteúdo de um arquivo pode estar espalhado em discos físicos diferentes. Por exemplo, dois HDs combinados como uma única unidades (volume), para armazenar os arquivos de áudio. É o caso dos discos 1 e 2, que formam a unidade “Z:”, na Fig. 2.
As opções de configuração dos discos (volumes) dinâmicos no Windows são as seguintes:
Simples: Funciona exatamente como as partições primárias no “disco básico”.
Estendido: Combina áreas de espaço não alocado de vários discos em um único volume lógico, permitindo usar de maneira mais eficiente todo o espaço e todas as unidades, quando se dispõe de vários discos. Os volumes estendidos não podem ser espelhados nem distribuídos, e não oferecem tolerância a falhas. Se um dos discos que contiver um volume estendido falhar, o volume inteiro falhará e todos os dados nele contidos se perderão.
Distribuído: Combina áreas de espaço livre de dois ou mais discos, tornando-se um único volume lógico. Os dados são distribuídos pelos vários discos, mas os volumes distribuídos não podem ser estendidos nem espelhados, não oferecendo tolerância a falhas. Se um dos discos que contém um volume distribuído falhar, o volume inteiro falhará. Ao criar volumes distribuídos, é recomendável utilizar HDs de mesmo tamanho, modelo e fabricante. Este modo também é conhecido como RAID 0 ou “striping”, e permite obter melhor desempenho, mas sacrificando confiabilidade. Os HDs passam a ser acessados como se fossem um único disco, e os dados são segmentados nos discos, de maneira que os segmentos possam ser lidos/gravados ao mesmo tempo.
Usando esta configuração é possível obter um de desempenho diretamente proporcional à quantidade de HDs do conjunto. Por exemplo, usando dois HDs, a taxa de transferência total praticamente dobra (assim como a capacidade total de armazenamento). A contrapartida está na confiabilidade, pois se um único HD apresentar problema, serão perdidos os dados de todos os HDs (qualquer arquivo torna-se inútil se uma parte de seus dados é perdida).

Figura 3 – Esquema de discos distribuídos (“striping”)
Espelhados: Esta configuração oferece redundância duplicando os dados armazenados. Todos os dados
gravados são gravados em dois HDs físicos separados. Se um dos HDs falhar, seus dados tornam-se
indisponíveis, mas o sistema continua funcionando com o HD que não foi afetado. Este modo também é
conhecido como é conhecida como modo RAID 1 ou “mirroring”. Não há ganho de desempenho nem de
capacidade neste modo, sendo indicado nos casos onde a confiabilidade é crucial para o sistema.

Figura 4 – Esquema de discos espelhados (“mirroring”)
RAID 5: Este modo baseia-se no uso de paridade para garantir a integridade dos dados caso de falha em um HD. No RAID 5, além dos dados propriamente ditos, são armazenados intercaladamente códigos de paridade. Assim, se uma parte de um HD falhar, a partir dos dados e da paridade restantes é possível recriar os dados que estavam na parte com falha. Este modo é mais indicado para aplicações onde a maior parte da atividade consiste na leitura de dados, pois o desempenho de gravação é reduzido por causa do cálculo de paridade.

Figura 5 – Esquema de discos para gravação com paridade
Existem ainda outros arranjos de HDs, mas que não podem ser configurados de dentro do Windows. Dentre eles há um modo que combina características do RAID 1 e do RAID 0, e pode ser implementando em sistemas com quatro ou mais HDs (sempre em número par). Metade dos discos armazena os dados e a outra metade armazena uma cópia dos dados. A metade que armazena os dados é combinada no modo RAID 0, aumentando o desempenho, e a confiabilidade é garantida pelas cópias dos dados (modo RAID1). Este tipo de configuração não pode ser efetuado pelo Windows, sendo necessário algum utilitário específico fornecido pelo fabricante do HD ou da placa-mãe.

Figura 6 – Esquema de discos combinando RAID 0 e RAID 1
Uma vez efetuada a configuração dos HDs, é necessário formatá-los. O Windows suporta os sistemas de arquivos NTFS, FAT e FAT32, sendo que estes dois últimos estão disponíveis meramente para manter compatibilidade às versões anteriores (NT, Me, 95), o que não vem ao caso. O NTFS é o sistema de arquivos recomendado porque oferece suporte a vários recursos antes não existentes, como permissões de arquivo e pasta, criptografia, suporte a volumes grandes, etc.
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