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Gravação multicanal via REAC


Configurando e gravando no SONAR

Com todos os dispositivos de hardware devidamente instalados e configurados, inicie o SONAR e no menu Options, selecione a opção Audio, para visualizar o quadro Audio Options (Fig. 11). Selecione a aba “Advanced” e verifique se no campo “Driver Mode” está selecionada a opção “ASIO” (se não estiver, selecione-a, clique em “OK”, aguarde alguns segundos e então reinicie o SONAR).

Selecione então a aba “Drivers” e na lista “Input Drivers” marque todas as entradas “REAC Input” que deseja usar (cada opção dessas na verdade é um par de entradas da unidade do REAC). Se você instalou e interface FA-66 no computador, as saídas de áudio dela aparecerão na lista “Output Drivers”; marque a saída “Edirol LineOut 1&2”, para poder monitorar o áudio pela FA-66. Clique em “OK” para fechar o quadro, aguarde alguns segundos e então reinicie o SONAR.


Figura 11 – Quadro de configuração do driver

Obs.: Sempre que se altera alguma das configurações de “Drivers” no quadro Audio Options do SONAR, é necessário fechar para em seguida reiniciar o SONAR. Isto, na verdade, vale para qualquer interface de áudio, e não somente para o REAC. No entanto, se você fizer a alteração em “Drivers” e imediatamente fechar o SONAR, o ícone de teclado continuará sendo mostrado na barra de tarefas do Windows mesmo depois de fechar o SONAR e provavelmente você não conseguirá mais reiniciar o SONAR. Isto acontece porque não houve tempo suficiente para o Windows encerrar o processo do SONAR, e a solução neste caso será encerrar o processo manualmente (Atenção: este procedimento requer cuidado, para que não sejam encerrados acidentalmente outros processos que estão em andamento no Windows):

Pressione conjuntamente no teclado do computador as teclas Ctrl, Alt e Del, e aparecerá o quadro do Gerenciador de Tarefas do Windows. Clique na aba Processos, e na coluna “Nome da Imagem” selecione o processo SONARPDR.exe. Certifique-se de que selecionou somente este processo, e em seguida clique na tecla “Finalizar Processo”, e aparecerá um aviso alertando que “o encerramento de um processo pode causar efeitos indesejáveis...”. Confirme o encerramento do processo clicando na tecla “Sim”. O ícone do teclado continuará na barra de tarefas, mas agora será possível reiniciar o SONAR, o que você logo confirmará ao surgir o quadro inicial (“splash”) do SONAR.

Recomendação: sempre que alterar algo na aba “Drivers” do quadro Audio Options do SONAR, aguarde alguns segundos para fechar o SONAR, e então reinicie-o.


Figura 12 – Gerenciador de tarefas do Windows

Agora o sistema já está configurado para gravar com o REAC. Para começar a gravação, é necessário criar um novo projeto, o que neste caso é facilitado pela disponibilidade de modelos prontos (“templates”) no SONAR.

Primeiramente, abra o menu Options / Global, selecione a aba “Audio Data” e confirme que a opção “Use Per-Project Audio Folder” está marcada. Em seguida, abra o menu File / New, e no quadro New Project indique no campo “Location” o disco e a pasta onde será salva a gravação. Em seguida, selecione na lista de templates o modelo apropriado para o novo projeto (ex: “REAC S-4000 – 40 channels”, para gravar até 40 canais através de um split do sistema Digital Snake S-4000).

Crie o novo projeto usando um desses templates e, antes de começar a gravar, salve o projeto já com o nome que ele terá.


Reordenamento de pistas e entradas

Existe uma peculiaridade em relação ao roteamento dos sinais digitais do cabo do REAC para o SONAR, que afeta a numeração dos dispositivos de entrada nas pistas, dependendo do estado (habilitado ou não) dos pares de entradas na lista Drivers (mencionada acima) e do estado da pista (armada ou não para gravação). Vejamos alguns casos.

Quando se desabilita um par de entradas na lista Input Drivers do quadro Audio Options, o sinal das entradas subseqüentes aparecerá deslocado nas pistas do SONAR.

Exemplo: Se for desabilitado em Drivers os pares de entradas “REAC Input 1-2” e “REAC Input 3-4”, então, ao reiniciar o SONAR, o sinal da entrada 14 do Digital Snake (que antes aparecia na pista 14 como “Right REAC Input 13-14”) passará a aparecer na pista 14 do SONAR, mas como sendo o sinal de entrada “Right REAC Input 17-18” – quatro entradas adiante. A pista 1 será configurada para receber o sinal de entrada “Left REAC Input 5-6”, mas o sinal das entradas físicas 5 e 6 do Digital Snake na verdade aparecerão nas pistas 5 e 6, que estarão configuradas para receber os sinais de entrada “Left REAC Input 9-10” e “Right REAC Input 9-10” (Fig. 13).

       
Figura 13 – Reordenamento de pistas ao desabilitar pares de entradas

Uma situação semelhante ocorre quando se desarma a gravação em duas pistas consecutivas de numeração ímpar-par (1-2, 3-4, 5-6, etc.), sem desabilitar pares de entrada em Drivers. A diferença em relação ao caso anterior é que a configuração das entradas nas pistas não é modificada.

Exemplo: Se for desarmada a gravação nas pistas 1 e 2, o sinal da entrada 5 do Digital Snake (que antes aparecia na pista 5 como “Left REAC Input 5-6”) aparecerá na pista 7 do SONAR, como sendo o sinal de entrada “Left REAC Input 7-8” (Fig. 14).


Figura 14 – Reordenamento de pistas ao desarmar a gravação em pistas anteriores

Como já foi mencionado antes, para monitorar o sinal de áudio que está sendo gravado é necessário ter a interface FA-66 devidamente instalada no computador e configurada no SONAR. Feito isto, como por padrão (default) no arquivo template as saídas de todas as pistas de gravação são direcionadas à saída de áudio da FA-66, basta então acionar o botão de monitoração (“Input Echo”) das pistas desejadas (Fig.15), que elas serão mixadas na saída da FA-66. Você pode, inclusive, equilibrar o volume de cada pista na monitoração usando os faders, pois isto não irá interferir no sinal gravado.


Figura 15 – Habilitando a monitoração das pistas

Durante a gravação, observe os indicadores de atividade da CPU e do disco (Fig.16), que informam as condições em que está sendo efetuada a gravação. Eles devem sempre estar dentro da faixa verde, e é normal haver alguns picos, que se estiverem atingindo a faixa vermelha significa que o desempenho do computador está ficando crítico para aquela situação de gravação.


Figura 16 – Indicadores de atividade da CPU e do disco

Ao fim da gravação, salve o projeto (menu File / Save). Nos sistemas do Digital Snake, a taxa de amostragem é de 96 kHz e, fazendo com que os projetos fiquem bastante grandes, como já explicamos anteriormente. Se o seu disco já estiver com uma ocupação significativa, e você quiser reduzir o tamanho do projeto, poderá exportá-lo para um outro formato, usando uma taxa de amostragem menor (ex: 48 kHz). Mas lembre-se que na nova taxa de amostragem o arquivo não poderá mais ser reproduzido com o SONAR configurado para o REAC (que opera em 96 kHz), e você terá que reconfigurar o SONAR e a FA-66 para operarem com outra taxa de amostragem. Basicamente, há duas alternativas para você fazer salvar o projeto reduzindo a taxa de amostragem.

Uma possibilidade é exportar o projeto para o formato OMF, que poderá ser lido não só pelo SONAR como por outros softwares profissionais de gravação. Na verdade, você terá que fazer este procedimento em duas etapas: primeiro, exporte (menu File / Export) o projeto em OMF, mantendo a taxa de amostragem original (no caso, 96 kHz); depois, feche o projeto e importe (menu File / Import) o arquivo OMF que acabou de exportar, definindo agora a taxa de amostragem mais baixa (ex: 48 kHz). Agora então você poderá salvar o projeto, já com a taxa mais baixa, no formato Cakewalk Project (cwp) ou, se você tiver que enviar o projeto para ser mixado em outro software, basta exportá-lo novamente como OMF, mas já na taxa mais baixa.


Figura 17 – Opções para exportar em arquivos WAV

A outra possibilidade é você exportar o projeto para o formato WAV. Como este formato não é multicanal, o SONAR exportará as pistas do projeto individualmente (ou em pares), para arquivos separados mono (ou estéreo). Para isto, abra o menu File / Export, selecione a opção “Audio”, e no quadro Audio Export, selecione o tipo de arquivo “Wave” (Fig. 17). No campo “Bounce Settings”, selecione as seguintes opções:

- Source Category: selecione “Tracks” para exportar as pistas do projeto;
- Channel Format: selecione “Stereo” (para criar um arquivo WAV estéreo para cada par de pistas) ou “Split Mono”(para criar um arquivo WAV para cada pista);
- Sample Rate: selecione a nova taxa de amostragem desejada (ex: 48000);
- Bit Depth: selecione “24”, para manter a mesma resolução;
- Dithering: selecione o padrão “Triangular”.

Finalmente, para fazer espaço no disco, apague as versões do projeto que você não vai mais precisar.

Se você quiser fazer uma cópia de segurança (backup) do projeto, pode usar o formato Cakewalk Bundle (cwb), que integra todo o projeto num só arquivo, facilitando a sua manipulação (o formato Cakewalk Project – cwp – é mais rápido, mas salva as pistas e clips em arquivos separados, dentro de uma pasta).

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