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Foram definidos os nomes dos três finalistas da etapa brasileira do 3º Festival Internacional Roland de Acordeon. O gaúcho Carlos Alberto Ceccagno Vivan, o pernambucano Giordano Mahatma Rosendo da Costa e o catarinense Orimar Hess Júnior superaram os outros concorrentes e garantiram lugar na disputa de melhor acordeonista do País, que ocorre no dia 1º de setembro, no Teatro Vivo, em São Paulo. Saiba mais sobre os candidatos:
Carlos Alberto Ceccagno Vivan – Nova Prata/RS
Natural de Nova Prata, no interior do Rio Grande do Sul, Carlos Alberto Ceccagno Vivan, também conhecido como Beto Vivan, é acordeonista há mais de uma década. Mesmo sendo um jovem de apenas 18 anos, costuma realizar apresentações surpreendentes, tanto que conquistou títulos importantes, como de melhor gaiteiro do Rodeio Internacional de Vacaria e do Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (ENART). Atualmente, aprimora a técnica com o mestre Oscar dos Reis.
Qual a sensação de ser um dos três classificados para a final da etapa brasileira do 3º Festival Internacional Roland de Acordeon?
Inexplicável. Agradeço a todos que realmente me apoiaram e que acreditaram em mim. Agora, preciso mostrar o meu talento ao público que acompanhar a final.
E como foi o seu aprendizado?
Comecei frequentando aulas do professor Gedelvino Balzan e, nesse período, entendi o que a música pode oferecer. Atualmente, estou estudando com o mestre Oscar dos Reis, que é o melhor acordeonista do Brasil. Ele sempre está empolgado em passar o seu conhecimento aos alunos, além de se preocupar com o futuro do acordeon.
Dê um conselho para os músicos que não participaram da etapa brasileira do Festival Internacional Roland e Acordeon.
Meu recado é simples e objetivo: não perca a próxima oportunidade de conhecer os acordeons desenvolvidos pela Roland. Esses instrumentos estão repletos de novidades e de recursos para auxiliar nossas apresentações.
O que podemos esperar de sua apresentação?
Estou me dedicando e, com certeza, farei o melhor para tentar ganhar a competição. Mas, evidentemente, enfrentarei dois concorrentes dificílimos e que respeito muito.
Giordano Mahatma Rosendo da Costa – Recife/PE
Apesar de ser o menos experiente entre os três finalistas, com apenas oito anos de aprendizado, Giordano Mahatma Rosendo da Costa - ou simplesmente Mahatma – possui currículo de músico veterano. Entre os diversos trabalhos realizados pelo pernambucano, estão acompanhamentos musicais com diversos artistas do estado, além de participação no Concurso Internacional de Acordeonistas, realizado na cidade de Jaú, em São Paulo. Atualmente, integra a Orquestra Sanfônica do Recife com regência do Mestre Camarão.
Qual a sensação de estar na final brasileira do Festival Internacional Roland de Acordeon?
Fiquei muito feliz. Na hora que recebi a notícia, ainda tentei conter a alegria, mas vibrei pela classificação tão desejada. Estou muito orgulhoso de ser um dos três finalistas.
Quais são as suas influências?
Fui influenciado por diversos artistas, como Hermeto Pascoal, Chick Corea, Sivuca, James Brown, Dominiguinhos, Oswaldinho, Camarão, Tom Jobim, B.B. King, Paul Jackson, Art van Damme, Frank Marocco, Djavan e outros. Além deles, não posso deixar de citar Luiz Gonzaga, que divulgou o instrumento pelo País e, ainda hoje, é exemplo para muito sanfoneiro no Nordeste.
Dê um conselho para os músicos que não participaram da etapa brasileira do Festival Internacional Roland e Acordeon.
Gostaria de dizer que o Festival Internacional Roland de Acordeon é uma rara oportunidade de mostrar o seu talento e, consequentemente, fazer um upgrade em sua carreira. Além de desenvolver excelentes instrumentos, a Roland ainda busca novos artistas para expandir a cultura do acordeon.
O que podemos esperar de sua apresentação durante a final?
Tenho certeza que os outros finalistas são instrumentistas gabaritados. Portanto, durante a minha apresentação, devo buscar elevar ao máximo o nível técnico da competição e, com isso oferecer a comissão julgadora condições de escolher o melhor.
Orimar Hess Júnior – Joinville/SC
Oriundo de Joinville, Santa Catarina, Orimar Hess Júnior iniciou aprendizado do acordeon com apenas quatro anos e de maneira autodidata. Aos 18, começou a tocar profissionalmente em estúdios, além de acompanhar bandas dos mais variados estilos. Entre as diversas apresentações que realizou em sua carreira, destaca-se a do 3º Concordeon (Concerto Internacional de Acordeon), realizado na cidade de Joinville, em 2004, em que foi considerado a revelação do evento. O catarinense também participou da etapa brasileira do 2º Festival Internacional Roland de Acordeon e terminou com o vice-campeonato.
Em 2008, você participou da final da etapa brasileira do Festival Internacional Roland de Acordeon. O que sentiu quando soube que estava classificado novamente para a disputa do título de melhor acordeonista do País?
Primeiramente, fiquei surpreso, já que neste ano apenas três acordeonistas foram selecionados para a final brasileira. E todos os concorrentes estavam em um nível altíssimo. Logo depois, veio a sensação de alegria por ter meu trabalho novamente reconhecido e divulgado para todo o País.
E quais são as suas influências musicais?
Por ser autodidata, meu método de estudo esteve baseado na audição. E, por conta disso, ouvi muitos acordeonistas conceituados e de estilos diferentes, como Dominguinhos, Oswaldinho, Sivuca, Albino Manique, Edson Dutra, Richard Galliano e Frank Marocco, entre outros. Além disso, também sempre apreciei música instrumental executada com outros instrumentos.
Qual recado você deixa para os outros finalistas da etapa brasileira do Festival Internacional Roland de Acordeon?
Independentemente da classificação, todos podem ser considerados vencedores. E, o mais importante, é que mostrem o seu trabalho sem passar por cima dos colegas. Falo isso baseado na edição anterior, quando todos os finalistas trocaram ideias sem medo de “entregar o jogo” ao adversário. Então, desejo que os concorrentes façam o melhor sem se preocupar com o resultado, sem nervosismo.
O que o público pode esperar de sua performance na final?
Mostrarei um repertório eclético, utilizando os inúmeros recursos que só os acordeons da linha V-Accordion podem oferecer.
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