
Hoto Junior
Hoto Junior é um dos mais respeitados percussionistas do Nordeste brasileiro. Sediado em Fortaleza, tem grande influência sobre os profissionais da área na região e é muito solicitado para gravações e gigs. Depois de conhecer as baterias e percussões eletrônicas Roland, diminuiu muito o tamanho de seu setup ao mesmo tempo em que adicionou novas sonoridades a ele. Graças a isso, pode se dedicar a vários estilos musicais sem perder as raízes da música brasileira. Leia, a seguir, um pouco de sua história e de suas opiniões.
Desde quando toca?
Meu primeiro contato com música foi aos 5 anos de idade. Meu pai tinha uma banda de baile e meu irmão já tocava. Aí, tudo se tornou mais fácil. Meu primeiro instrumento foi bateria!
Quais suas principais influências musicais no início de carreira? E as atuais?
No início, foi minha família! Logo depois, ainda criança, assistia pela TV a programas de música instrumental. Dessa forma, passei a conhecer grandes músicos de diversos segmentos: Naná Vasconcelos, Airto Moreira, Cesar Camargo Mariano, Toninho Horta, Billy Cobham, Dizzy Gillespie e outros mais. Se eu for citar, vou passar um dia inteiro falando! Atualmente, não tenho preferidos, até porque há muita gente boa. Sou do tipo que gosta de música e não tem restrições em relação a estilos.
De quais gigs você participou?
Já toquei e gravei com muita gente: Toninho Horta, Manasses, Dominguinhos, Waldonis, Fagner, Belchior, Ednardo e Orquestra Eleazar de Carvalho, entre outros.
Qual tipo de estudo faz atualmente?
Quando tenho tempo, "dou uma lembrada" nos ritmos nordestinos do nosso Brasil. Mas estudo de tudo: música árabe, africana, cubana, samba etc. O percussionista brasileiro tem que tocar de tudo um pouco.
Qual a influência dos produtos V-Drums em suas performances?
Os produtos V-Drums são fantásticos e dispensam comentários. Principalmente para mim, que sou percussionista, toco muito ao vivo e gravo. Em apresentações, por exemplo, tenho a possibilidade de carregar menos volume e mais sons. É o velho problema: (nos instrumento acústicos) tudo é frágil. E é um saco acertar o som de tablas, alfaias, surdos, caixas etc. Posso usar tudo isso no SPD-S e, também, no HPD-10. E o som fica bem melhor! Esses produtos vieram para revolucionar o mundo da música.
Como é seu trabalho com o cantor Fagner?
Trabalhar com o Fagner é muito legal. Ele é um cara bacana e sincero, daqueles que, guando não gosta de algo, dá logo um toque. Está sempre com os músicos, trabalha apenas com gente boa e deposita total confiança na equipe. Musicalmente, tenho aprendido muitas coisas com ele, principalmente na questão da dinâmica e que tocando menos a música flui melhor.